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domingo, 2 de novembro de 2008

Por uma linha

Se me apetecesse escrever uma linha que fosse…
Se ao menos me apetecesse uma linha
Que fosse de caminho
Que se lesse de carreirinha
E de ferro fosse…

Se ao menos me apetecesse a página como ninho
E desse modo a construção do verbo
Nem que fossem as palavras eterno voo
E cobriria o teu corpo com adjectivos de fino linho
Sem custo, sem dor, nem enjoo…

Mas sopra em mim destino de maior acervo
Forçado que estou à escravidão pela liberdade
Um vento que de tão norte
Leva consigo a própria verdade
E por aí escapa de soslaio
À morte.

josé ilídio torres
(todos os direitos reservados)