sábado, 7 de fevereiro de 2009

Tenho um capeta numa garrafa guardado


Foto: qdivertido.com.br


Latem cães na madrugada anunciando o dia.
Há homens acocorados vigilantes.
São os últimos pioneiros da covardia.

Uivam como lobos, matam os cordeiros.
Acordados no passado de todos os instantes
Dos últimos homens, os primeiros

Untam-se em mesquinhos pensamentos
Futuristas acabados e delirantes
Falsos médicos e seus fatais unguentos

Alguns reclamam até magistratura
Filhos bastardos de Reis, os Infantes
Em coisas de leis e até em literatura

É preciso cuidado ao dobrar da esquina
Montam esperas e tocam concertina
Os chacais das terras mais distantes

Sua música é letal de tão fina
Sua canção de ódio não desafina
É morte anunciada no leito dos amantes

Tenho um destes numa garrafa guardado
É capeta convencido, arrogante e malcriado
Dança samba e canta até o fado
Mas já não o faz como antes fazia

Estou a pensar rifá-lo
Numa feira como velharia
Alguém quer comprá-lo?

3 comentários:

Carolina disse...

:)

Marcos Aparecido disse...

to querendo criar um capeta na garrafa como eu faço se vc souber me manda a resposta felipedecarvalhosilva@yahoo.com.br

Anónimo disse...

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